Mobilidade urbana e tarifa zero

Dando continuidade a postagem anterior sobre os números da COPA, os protestos pela redução das tarifas provoca entre nós o chamado instinto animal, a imprensa no dia de hoje tem muita dificuldade de associar um único culpado ou quem seriam os culpados.

A imprensa com seus articulistas tentam incutir a culpabilidade ao governo federal pelos problemas das políticas publicas que são precárias, em outras situações transferem aos governos estaduais e municipais, enfim, a força dos protestos desnortearam também a imprensa brasileira.

Vamos inserir a cadeia social que envolve o transporte público. Empresários de ónibus representam o grupo económico conservador, controlam o transporte público, são sujeitos políticos no financiamento de campanhas de todos os perfis de políticos profissionais (do vereador a presidência da república), portanto, cobram a fatura depois de eleger seu parlamentar financiado, neste caso, é a tarifa de transporte reajustada e não investem na qualidade de ónibus, trens e barcos. Por outro lado, há uma categoria de motoristas e cobradores que reivindicam seus direitos, ou seja, seus reajustes de salários e melhores condições de trabalho, fazem greve, protestam, fecham ruas, depredam ónibus, etc.

A categoria rodoviária quando obtém reajuste nos salários é só esperar que vem reajuste da tarifa de ónibus, neste caso, a população é quem vai bancar parte dos recursos financeiros para atender a pauta de reivindicações dos rodoviários. Se prevalecer a proposta do Movimento Passe Livre de tarifa zero, como será administrado essa relação social. Será que os sindicatos da categoria rodoviária apoia incondicionalmente a tarifa zero do MPL?

Por outro lado, na chamada mobilidade urbana, temos problemas sociais com as vias, ciclovias, semáforos, asfalto, meio fio, acostamentos, sinalização, respeito aos pedestres, ónibus climatizados e peliculados, ou seja, todos esses fatores são fundamentais para a qualidade do transporte público, embora seja controlado por uma máfia de empresários conservadores e ultrapassados.

É aqui nesta composição de todos esses itens que reside nossa preocupação com o Movimento Passe Livre nas ondas de protestos que varre o país em não conseguir dialogar com a população em seus reais e verdadeiros objetivos. Não pode ser um movimento para lutar por R$ 0,20 (vinte centavos), ao contrário, precisa ganhar corações e mentes para essa cadeia funcional do transporte público.

Por isso, nossa preocupação que setores oportunistas ocupem e se infiltrem no movimento de protesto, fugindo ao controle de suas lideranças, provocando intolerância e atos de puro vandalismos.

Compartilho um texto longo, mas importante sua leitura sobre o que é, a importância da tarifa zero. Precisamos ter muita consciência do que estamos protestando e conseguir via luta de classe garantir o transporte público de qualidade: Leia com atenção: http://tarifazero.org/2009/09/02/direito-a-cidade-mobilidade-urbana-e-tarifa-zero/2/
ACarlosMeloDaSilva

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