Viva a greve dos correios

Foram 28 dias de greve protagonizada pelos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios. Uma demonstração que a imagem negativa de empresa pública que serviu de balcão de negociatas eleitoral não condiz com a personalidade dessa brava categoria de luta.

Aliás, a imprensa só divulgou a pauta economicista da categoria, não fez referência, por exemplo, que na mesma constava a modernização dos Correios, concurso público como medida fundamental para barrar a privatização branca.

O que podemos extrair da greve dos Correios foi sem dúvida nenhuma a disposição de luta de uma categoria que colocou para a sociedade a importância da empresa. Fazer referência a greve apenas pelo acumulo de milhões de correspondências faz parte das consequências do que representou o movimento paredista. A imprensa e os parasitas jamais apoiarão qualquer greve, por mais justas que sejam as reivindicações, ao contrário, a ideologia da imprensa e dos parasitas será sempre conservadora.

Os 2 atos da greve: Primeiro ato a tentativa de um acordo via conciliação no TST (para evitar o julgamento) da greve, onde esteve na composição da proposta um abono de R$ 800,00 (independente do índice salarial e do aumento linear de R$ 80,00).

Segundo ato o julgamento da greve pelo TST (Tribunal conservador e anti classe trabalhadora), neste caso, foi retirado o abono de R$ 800,00 (uma perda para a categoria).

Os jornais estamparam posicionamento do Presidente do TST – ministro Dalazen criticando o comando de greve por não ter autonomia para negociar (referiu-se ao pacto anterior de conciliação), além disso, reforçou as críticas que partidos políticos estavam infiltrados na greve com outros interesses, leia-se PSTU, PSOL e PCO.

Sobre esse último ponto e não fazendo o jogo da imprensa e do ministro Dalazen (interesses partidários na greve), destaco o espírito guerreiro da Federação sindical da categoria – FENTECT, filiada a Central Única dos Trabalhadores – CUT que não se omitiu em nenhum momento da greve, inclusive quando posicionou sua palavra na composição da proposta oriunda da reunião de conciliação com o TST e a direção da empresa.

Onde a crítica do ministro Dalazen e da imprensa irão ecoar sobre as disputas políticas? Os segmentos políticos: PSOL/PSTU/PCO farão as suas mais ácidas e irresponsáveis críticas sobre a condução e os resultados da greve, culparão incansavelmente e exclusivamente a FENTECT. Assim procedem em nossa categoria com a FENADADOS e a CUT.

Esse tipo de método é contumaz do oportunismo político, mas a categoria dos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios representados pela FENTECT são maiores que os golpes baixos patrocinados por grilos falantes.

Viva a greve dos bravos e bravas trabalhadores e trabalhadoras dos Correios.

 

 

 

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