Loja de aplicativos em código aberto

Na melhor revista de tecnologia – Linux Magazine (#74 janeiro/2011), coluna do Augusto Campos temos uma noticia alvissareira.

“O anuncio de lançamento de uma loja de aplicativos (App Store) da Fundação Mozilla, apresentada como protótipo em outubro e confirmada com mais detalhes no relatório anual de atividades da fundação, causou bastante confusão entre os usuários acostumados a associar a expressão ao modelo fechado praticado em determinadas linhas de tablets e smartphones.

Mas a App Store da Fundação Mozilla tem algumas características que a diferenciam profundamente, e nem poderia ser diferente: ela está alinhada à missão da Fundação Mozilla associada à manutenção da web como uma plataforma aberta.

E a abertura da plataforma começa pela questão da interoperabilidade, em seu sentido real: desde a versão protótipo, os aplicativos da loja da Fundação Mozilla são compatíveis com os painéis oferecidos em todos os navegadores com suporte suficientemente atualizado aos padrões da web: além do óbvio Firefox (incluindo sua versão para plataformas móveis), a lista inclui Chrome, Safari, Opera, IE e Webkit Mobile.

Essa interoperabilidade nasce nas tecnologias empregadas para construir os aplicativos: JavaScript, HTML e CSS – os mesmos elementos dos Google Gadgets ou dos aplicativos do Mac OS X, por exemplo.

O nome App Store ou loja de aplicativos pode dar algumas impressões erradas, a começar pela questão da venda: embora o modelo suporte a comercialização (desde que usando padrões abertos, como o OpenID), não há qualquer ênfase nela, e o oferecimento gratuito de softwares livres é completamente suportado (ao contrario do que ocorre com a loja da Apple, por exemplo, que tem termos considerados incompatíveis com a GPL).

Outra impressão errada gerada pelo nome é a ideia de que vá existir uma loja ou repositório centralizado, no qual estarão disponíveis todos os aplicativos oferecidos para a plataforma (de forma similar ao que ocorre com a ITunes Store, mais uma vez). Mas a proposta é diferente: o modelo permite que o desenvolvedor ofereça e entregue os aplicativos diretamente ao usuário final, sem intermediários ou aprovações, se ambos desejarem.

Um modelo flexível que posa oferecer aplicativos interoperáveis para usuários da cada vez mais presente plataforma web parece ser uma boa ideia para a qual existe demanda. O protótipo atual é voltado aos desenvolvedores, mas em breve veremos com mais clareza o que a Fundação Mozilla tem em mente. Boa sorte!”

 

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