Que debate foi esse gente da RBA!

O primeiro debate realizado entre quatro candidatos ao governo do Pará mobilizou partidos e eleitores em todo o Estado. Algumas impressões sobre o programa, você confere aqui.

Antes de abordar cada representante, ressalta-se a péssima escolha o mediador da RBA/BAND, que não ajudou para que os temas mais polêmicos fossem instigados pelos participantes. Pelo contrário, ele tentou sempre brecar o embate.

Durante o debate, Jatene insistiu nas comparações dos 12 anos de governo tucano. Apesar de certa consistência nessas comparações, percebeu-se um discurso frágil, que pode ser abatido caso as coordenações de Juvenil e, principalmente, Ana Júlia souberem desarmar a única ofensiva do PSDB. De certa forma, o cenário fragilizado de Serra é um fator negativo ao Jatenismo. Fica claro nas propostas tucanas o velho receituário neoliberal que faliu, mas os tucanos não acordaram.

Juvenil, ao contrário do que se imaginava, não veio para fazer dobradinha com o PSDB a fim de derrotar Ana Júlia. O PMDB deixou mais claro ainda que disputa as eleições para chegar ao segundo turno. Juvenil, numa demonstração de oportunismo, tentou desconstruir os projetos do governo, sempre com a esgrima para alfinetar a candidata Ana Júlia, atribuindo as conquistas ao governo federal. Inúmeras vezes citou o presidente Lula, mas esqueceu a candidata Dilma. Foi interessante no último bloco ver Juvenil afirmar que representa a terceira via, coisa que Jader negou ao afirmar que ‘terceira via era modismo da política paraense”. Finalizando, Juvenil entoou os dois seus dois principais apoios, Almir Gabriel e Jader Barbalho.

Fernado Carneiro do Psol, um misto de oportunismo com delírios, entrou buscando os mesmos efeitos de Plínio Arruda no debate dos presidenciáveis. Buscou sempre destilar as magoas por terem saídos do PT, a mesma cantilena que o PSOL é algo novo, não explicou as alianças esdrúxulas do partido no Amapá, não explicou os motivos que levaram sua deputada federal Luciana Genro a biscoitar algo em torno de 5 milhões de reais da mega-empresa Gerdau. Ou seja, o PSOL faz uma campanha eleitoral para oferecer as mágoas, nada mais do que isso.

Ana Júlia tentou se defender de todos ao mesmo tempo. Sua postura foi muito mais focar no Jatenismo, pois é nítido que a eleição está polarizada entre os dois principais partidos. Sobre as propostas, instalou-se preocupação. Houve pouco dinamismo e clareza. Se a coordenação de campanha insistiu em tantas propostas dos setoriais, onde foram parar as propostas das bases do partido? Ponto positivo pela grande vinculação das candidaturas da ministra Dilma e do presidente Lula, mas em relação ao senado, não houve citação ao candidato Paulo Rocha.

No geral, o debate da RBA não teve qualidade. Foi frio, sem garra, sem entonação jornalística e, já se sabe, com um índice baixo de adesão dos telespectadores paraense. Vamos esperar por outros encontros para tentarmos nos apropriar de propostas que no dêem garantia de que há nos cenário político paraense proposições para desenvolver o Estado.

Texto publicado no http://www.professormario1350.com.br

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