Guerra palaciana

Relutei! até certeza de que os fatos divulgados pela imprensa conservadora a respeito do clima de tensão no governo Ana Júlia mereciam créditos para uma postagem.

Neste último final de semana, acessando algumas resenhas digitais (com o advento da Internet não compro jornal impresso) me deparei com a ofensiva do Diário do Pará da família barbalho estampando em página inteira “supostos” casos de corrupção na Secretaria de Meio Ambiente (SEMA). O PMDB é aliado do governo e controla várias secretarias, mas a relação política na coalizão começou a fazer água desde o segundo turno (2008) das eleições para prefeitura de Belém. Ana Júlia ficou omissa orientada por seu grupelho palaciano, mas nos bastidores, os mesmos fizeram incursões pela vitória de Duciomar em detrimento de Priante, candidato apoiado por decisão das instâncias partidárias do PT.

A tática aloprada deu certo, mas o ônus está cada vez mais distante de recuperar a relação política da coalizão PT e PMDB. Lembremos das eleições para o senado no ano de 2002, quando o comando de campanha eleitoral de Maria do Carmo (PT) optou por fazer uma dobradinha com o PMDB, na oportunidade, a proposta era apoiar a candidata Elcione Barbalho (candidata ao senado) e derrotar Duciomar Costa.
Esse grupelho minoritário desrespeitou a decisão e não moveu uma pedra pela dobradinha Ana Júlia/Elcione, o desfecho foi a eleição da dupla Duciomar/Flexa Ribeiro. Essa irresponsabilidade deu munição para que Duciomar, em 2004, derrotasse Ana Júlia para prefeitura de Belém, bem como conduzisse o “suspeito” Flexa Ribeiro para o senado. São fatos que cravam a traição de Ana Júlia e seu grupelho. Nas eleições de 2006, no segundo turno, a partir de um acordo político com o PMDB que deu a vitória para Ana Júlia muitos acreditaram que o assunto traição 2002 estava enterrado. Ledo engano, voltou em 2008 com as manobras de bastidores que favoreceram a reeleição de Duciomar.
Estamos completando 2 anos e meio de mandato de Ana Júlia, o governo tateia nas suas próprias pernas, ou seja, tateia nas próprias pernas de um grupelho tecnocrata de militantes da DS – a arrogância e prepotência faz parte de sua marca, causando dissabores em alguns militantes importantes da própria Democracia Socialista.  
Com a ameaça de debandada do PMDB do governo comprometendo o futuro político da coalizão em 2010, a governadora começa a sentir na pele o que é dá guarida para um grupelho irresponsável que resolveu enfrentar o PMDB com baladeira. Além disso, expôs a ferida aberta na relação discriminatória aos setores importantes do partido, leia-se as principais correntes políticas: Articulação Socialista (AS), PT pra Valer e Unidade na Luta (UL).
A imprensa conservadora noticiou que o bicho pegou na reunião palaciana do dia 25 que varou a madrugada, uma reunião tensa para comunicar o possível rompimento do PMDB, mas o tiro saiu pela culatra, onde a presença dos principais cacifes do PT criticaram a guerra com baladeira do grupelho aloprado. Então, dizem! que o secretario Valdir Ganzer (segundo a imprensa conservadora) quase arrebenta a cara do ridículo secretário da casa civil – Cláudio Puty.
Esse fato me causou estranheza, convivi com os irmãos Ganzer (tanto Valdir como o Avelino) em vários momentos da vida política e sindical. Valdir Ganzer, sempre me tratou muito bem, um brincalhão, as vezes um moloque no bom sentido, mas se é verdade o que a imprensa conservadora noticiou sobre a tentativa de arrebentar a cara do prepotente chefe da casa civil, então, a coisa é mais séria do que podemos imaginar.
Coincidentemente encontrei com aquele companheiro militante da DS (lembram? no episódio do hospital Ofir Loyola) e ele muito contente me provocara: “Sílvia Comaru assumiu a Secretaria de Saúde – SESPA, estamos enquadrando o PMDB”.
Sílvia Comaru é mais uma indicação da DS, ou seja, cada vez mais a corrente minoritária do PT tenta se tornar maioria no grito, na marra!!! A governadora e seu grupelho palaciano vão engessando um governo de coalizão e o resultado é um governo que só perde para a corrupta Yeda Crusius (PSDB/RS) na preferência nacional.
A guerra com baladeira desse grupelho palaciano extrapola os limites desafiando o presidente LULA, a cúpula nacional do PT e dos partidos aliados no projeto político de coalizão nacional para eleger Dilma presidente (a).
Vamos ficar antenados para as próximas cartadas que parecem ser decisivas..


Antônio Carlos

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